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 | Notícias | Cajazeiras | RSS |  |  |  | | 09/03/2010 - 10h02 |  |  |  | ‘Não venham para o hospital regional, que vocês podem morrer’ Radialista de Sousa critica saúde local e pede que cajazeirenses não procurem o HRS |  | Jocivan Pinheiro
Da Redação do Exatas News | tamanho da letra A- A+ |  | Parte da imprensa da cidade de Sousa tem sido implacável com a administração municipal, e veicula um verdadeiro bombardeio de denúncias contra o prefeito Fábio Tyrone (PTB) e seu secretariado.
Na manhã desta terça-feira (9), o radialista Pereira Júnior fez um contundente desabafo em participação no programa Jornal da Manhã, da Rádio Oeste da Paraíba, e rasgou o verbo contra o prefeito, chegando a compará-lo ao ex-prefeito Salomão Gadelha. “Parece que a diferença de Tyrone para Salomão é que um calçava 40 e o outro calça 44”, ironizou o radialista.
Pereira Júnior demonstrou maior revolta ao falar da saúde municipal, que, segundo ele, está em situação caótica. O comunicador fez uma forte declaração ao alertar os cajazeirenses do perigo de depender da saúde dos hospitais sousenses. “Eu aconselho ao povo de Cajazeiras que não venham para o hospital regional, que vocês podem morrer”.
As principais reclamações dos sousenses, segundo ele, dizem respeito a constantes falta de água em vários bairros e o perímetro de São Gonçalo, esgotos estourados em diversas partes da cidade, falta de regularidade na coleta de lixo, descaso no cemitério público, ausência de médicos, enfermeiros e outros profissionais nos postos de saúde, falta de medicamentos, pagamento atrasado para alguns prestadores de serviços e péssimo atendimento de funcionários e diretores de repartições, especialmente na área da saúde.
O prefeito Fábio Tyrone teria marcado uma reunião com seu secretariado para debater as denúncias, mas cancelou, disse Pereira Júnior.
Outro ponto que seria abordado na reunião era o caso de duas mortes registradas nos últimos dias. Familiares de um homem e de uma mulher dizem que seus entes faleceram devido a negligência do Samu. Eles teriam acionado o serviço e os funcionários do Samu teriam desdenhado da gravidade do chamado e não enviaram uma ambulância, explica outro membro da imprensa sousense, o radialista Levi Dantas.
No caso de Marcílio Nóbrega, conta a família que os atendentes e médicos disseram que não poderiam atender à ocorrência devido a uma chuva que caia na ocasião. Já no óbito da dona Raimunda, a ambulância não compareceu mesmo após os familiares terem insistido por cerca de 40 minutos. Nos dois episódios, as vítimas morreram ao chegar ao hospital.
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